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Síndrome dos ovários policísticos (SOP): sintomas e tratamento

4 de abr. de 2025
3 min de leitura

Atualizado: 25 de set.

A síndrome do ovário policístico (SOP) é uma das condições clínicas mais comuns nas disfunções endócrinas e metabólicas entre mulheres em idade reprodutiva, afetando entre 5% a 20% dessa população. A SOP é caracterizada por hiperandrogenismo (excesso de hormônios sexuais masculinos) e anovulação crônica, resultando em ciclos menstruais sem ovulação.


Causas da Síndrome do Ovário Policístico

A SOP pode ser desencadeada por diversos fatores, incluindo:


  • Componentes genéticos

  • Fatores metabólicos pré e pós-natais

  • Distúrbios endócrinos hereditários

  • Resistência à insulina

  • Fatores ambientais, como dieta e atividade física


A condição é relacionada a um aumento da secreção do hormônio luteinizante (LH) pela hipófise, que estimula a produção elevada de andrógenos, principalmente testosterona, pelos ovários. Isso é frequentemente acompanhado por resistência insulínica e níveis elevados de insulina, que estimulam ainda mais a produção de andrógenos.


Sintomas da SOP

Os principais sintomas da SOP incluem:


  1. Irregularidade Menstrual: A ausência da ovulação leva a períodos menstruais irregulares, com risco aumentado de hiperplasia e câncer do endométrio.

  2. Hiperandrogenismo: Aproximadamente 70 a 80% das mulheres com SOP apresentam hirsutismo (crescimento excessivo de pelos em áreas masculinizadas), acne e queda de cabelo.

  3. Ganho de Peso e Obesidade: Cerca de metade das pacientes pode experimentar ganho de peso.

  4. Infertilidade: A irregularidade na ovulação dificulta a concepção.

  5. Apneia do Sono: Caracterizada por roncos e interrupções temporárias na respiração durante o sono, pode afetar até 50% das pacientes.


Outros possíveis sintomas incluem depressão, ansiedade, disfunção sexual, bulimia e compulsão alimentar.


Diagnóstico da SOP

O diagnóstico da SOP é feito com base nos sintomas relatados, exames de sangue, ultrassonografia dos ovários e exame físico. Para diagnosticar a SOP, uma mulher deve apresentar pelo menos duas das seguintes alterações:


  • Períodos menstruais irregulares.

  • Evidência de níveis elevados de andrógenos, conforme sintomas ou exames.

  • Ovários com aparência policística na ultrassonografia.


O critério ultrassonográfico não é obrigatório, pois uma porcentagem de mulheres com SOP pode ter ultrassonografia normal.


Tratamento da Síndrome do Ovário Policístico

As principais opções de tratamento para os sintomas da SOP incluem:


  • Anticoncepcionais Orais Combinados: Utilizados para regular os períodos menstruais e controlar hirsutismo e acne.

  • DIU Mirena: Um método contraceptivo que ajuda a regular o sangramento menstrual, mas não é eficaz para acne ou hirsutismo.

  • Progesterona: Regula o ciclo menstrual e reduz o risco de câncer de endométrio, mas não controla hirsutismo e acne.

  • Metformina: Utilizada para tratar resistência à insulina, ajudando a melhorar a eficiência da insulina e favorecendo a ovulação.

  • Espironolactona: Usada para controle do hirsutismo e acne, mas deve ser usada com precaução em mulheres que não utilizam métodos contraceptivos eficazes.

  • Perda de Peso: A redução de 5 a 10% do peso pode melhorar a resistência insulínica e diminuir os níveis de andrógenos.

  • Exercício Físico: A prática regular de atividade física melhora a resistência insulínica e os sintomas gerais da SOP.

  • Medidas Cosméticas: Tratamentos como depilação a laser para hirsutismo e cremes à base de retinóides ou antibióticos para acne.

  • Indução da Ovulação: Para mulheres que desejam engravidar, medicamentos podem ser usados para induzir a ovulação.


Conclusão

A SOP é uma condição complexa que requer avaliação e manejo adequados. Mulheres que suspectam ter SOP devem consultar um endocrinologista para uma avaliação detalhada e um plano de tratamento individualizado, que possa abordar tanto os sintomas como as questões de saúde associadas. Com o tratamento correto, é possível controlar os sintomas da SOP e melhorar a qualidade de vida.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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