Diabetes: açúcar alto no sangue, e agora?
- Claudia Huzita
- 11 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Diabetes: O que é e como controlá-lo
Todas as células do nosso corpo necessitam de glicose como fonte de energia. Esta substância entra nas células com a ajuda da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. Quando a produção de insulina é insuficiente ou o corpo não consegue utilizá-la adequadamente, a glicose se acumula no sangue, o que caracteriza o diabetes.
Existem dois tipos principais de diabetes:
Diabetes Tipo 1: O pâncreas não produz insulina ou a produz em quantidades muito baixas. Representa de 5 a 10% dos casos de diabetes.
Diabetes Tipo 2: As células tornam-se resistentes à insulina e o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente para superar essa resistência. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2.
Causas do diabetes
Diabetes Tipo 1: Ocorre quando o sistema imunológico ataca as células beta do pâncreas que produzem insulina. As causas envolvem suscetibilidade genética e fatores ambientais ainda não totalmente compreendidos. O sobrepeso não é um fator de risco.
Diabetes Tipo 2: Inicia-se com resistência à insulina, geralmente relacionada a hábitos de vida, como obesidade e falta de atividade física, em combinação com predisposição genética.
Sintomas da doença
Em suas fases iniciais, o diabetes pode ser assintomático ou causar sintomas leves, como:
Visão embaçada
Fadiga
Fome excessiva
Sede excessiva
Urgência para urinar
Cicatrização lenta de feridas
Formigamento nas mãos ou pés
Perda de peso inexplicável
Diagnóstico do diabetes
Os exames utilizados para o diagnóstico incluem:
Glicemia de jejum: Avalia o nível de glicose no sangue após 8 horas de jejum.
Hemoglobina glicada (A1c): Reflete os níveis médios de glicose nos últimos 3 meses.
Teste de tolerância à glicose: Coleta de glicose em jejum e após 1 e 2 horas da ingestão de 75 gramas de glicose.
Quem deve realizar exames?
Cerca de 40% a 50% das pessoas com diabetes não sabem que o têm, pois a doença pode ser silenciosa por anos. Exames são recomendados para:
Todos acima de 35 anos.
Pessoas de qualquer idade com fatores de risco, como sobrepeso, hipertensão, sedentarismo ou histórico familiar de diabetes tipo 2.
Indivíduos apresentando sintomas da doença.
Tratamento do diabetes e o papel do endocrinologista
A glicose elevada no sangue pode acarretar sérios problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal e comprometimento da visão. O controle do diabetes envolve um estilo de vida saudável e, quando necessário, uso de medicamentos.
Diabetes Tipo 1: O tratamento consiste na aplicação de insulina, que pode ser feita por canetas, seringas ou bomba de insulina, além de adotar uma dieta equilibrada e monitorar a glicemia regularmente.
Diabetes Tipo 2: Existem várias medicações, tanto orais quanto subcutâneas, que ajudam a controlar a doença, como aquelas que aumentam a secreção de insulina, reduzem a resistência nas células ou aumentam a eliminação de glicose pela urina. Algumas medicações também ajudam na perda de peso e previnem complicações.
Diabetes tem cura?
Pacientes com diabetes tipo 2 podem entrar em remissão com tratamento adequado, mudança na dieta e perda de peso significativa, especialmente se o diagnóstico for recente. O diabetes tipo 1, por outro lado, não tem cura, mas pode ser bem controlado com insulina e hábitos saudáveis.
Como prevenir?
A prevenção do diabetes tipo 2 envolve a adoção de hábitos saudáveis, como:
Consumir verduras, legumes e frutas diariamente.
Reduzir açúcar e doces
Parar de fumar e evitar álcool.
Praticar exercícios físicos regularmente (pelo menos 30 minutos por dia).
Manter um peso saudável.
Exames periódicos são essenciais para garantir a saúde e possibilitar o diagnóstico precoce do diabetes. Na presença de alterações, é fundamental seguir rigorosamente o tratamento recomendado pela sua endocrinologista!
Agende sua consulta com Dra Claudia Huzita!
Comentários