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Quando usar remédio para emagrecer?

Atualizado: 11 de fev.

Uma das dúvidas mais comuns no consultório é:“Preciso usar medicação para a emagrecer?”

Durante muito tempo, o tratamento foi baseado apenas em dieta e exercício. Embora essas estratégias sejam fundamentais, nem sempre são suficientes.

Isso acontece porque a obesidade não é apenas uma questão comportamental. Ela envolve mecanismos hormonais, metabólicos e cerebrais que dificultam a perda e, principalmente, a manutenção do peso.

Hoje, existem medicações seguras e eficazes que atuam diretamente nesses mecanismos.

E, em muitos casos, elas são uma parte importante do tratamento.


O tratamento medicamentoso não é a primeira opção em todos os casos

Antes de indicar medicação, é feita uma avaliação completa, que inclui:

  • Histórico de peso

  • Tentativas prévias de emagrecimento

  • Presença de doenças associadas

  • Perfil metabólico

  • Impacto do peso na saúde

O objetivo é entender o contexto individual e definir a melhor estratégia.

A medicação é indicada quando existe uma dificuldade persistente em emagrecer ou manter o peso apenas com mudanças no estilo de vida.


Critérios médicos para indicação de medicação

De forma geral, as medicações podem ser indicadas quando:

IMC igual ou maior que 30

Isso caracteriza obesidade, e o tratamento medicamentoso pode ser considerado como parte da abordagem.

IMC igual ou maior que 27 com doenças associadas

Especialmente quando há condições como:

  • Diabetes tipo 2

  • Resistência à insulina

  • Pressão alta

  • Colesterol elevado

  • Apneia do sono

Nesses casos, a perda de peso traz benefícios importantes para a saúde.


Também pode ser indicado em casos de dificuldade persistente

Mesmo quando o IMC não é muito elevado, a medicação pode ser considerada se a pessoa apresenta:

  • Fome excessiva

  • Dificuldade intensa de controle alimentar

  • Recuperação frequente do peso perdido

  • Histórico de múltiplas tentativas sem sucesso duradouro

Isso acontece porque a obesidade envolve alterações nos sistemas que regulam fome e saciedade.

A medicação atua diretamente nesses sistemas.


Como as medicações para obesidade funcionam

As medicações mais modernas atuam no cérebro, regulando os centros que controlam:

  • Fome

  • Saciedade

  • Desejo por comida

Elas ajudam a:

  • Reduzir a fome constante

  • Aumentar a saciedade

  • Melhorar o controle alimentar

  • Facilitar a manutenção do peso perdido

Isso torna o tratamento mais sustentável.

Não se trata de substituir hábitos saudáveis, mas de tratar os mecanismos biológicos envolvidos.


Não é sobre “atalho”. É sobre tratamento médico

Existe um mito de que usar medicação é uma forma de evitar esforço.

Mas isso não é verdade.

A obesidade é uma doença crônica, com base biológica real.

Usar medicação, quando indicado, é semelhante ao tratamento de outras doenças crônicas, como:

  • Hipertensão

  • Diabetes

  • Dislipidemia

O objetivo é tratar a causa, não apenas o sintoma.


O tratamento é sempre individualizado

Nem todas as pessoas precisam de medicação.

E nem todas precisam pelo mesmo período.

O tratamento depende de fatores como:

  • Resposta individual

  • Tolerância

  • Objetivos terapêuticos

  • Perfil metabólico

O acompanhamento médico permite ajustar o tratamento de forma segura e eficaz.


A manutenção do peso também faz parte do tratamento

Um dos maiores desafios não é apenas emagrecer, mas manter o resultado.

Após a perda de peso, o organismo tende a ativar mecanismos que favorecem a recuperação.

Em alguns casos, a medicação ajuda a manter o equilíbrio hormonal e reduzir o risco de recidiva.


O tratamento adequado pode mudar completamente a experiência de emagrecimento

Muitos pacientes relatam que, com o tratamento correto:

  • A fome deixa de ser constante

  • O controle alimentar se torna mais natural

  • O emagrecimento deixa de ser uma luta diária

Isso acontece porque o tratamento atua na biologia do peso corporal.


Quando procurar um endocrinologista

Você pode se beneficiar de avaliação especializada se:

  • Tem dificuldade persistente para emagrecer

  • Já tentou diversas dietas sem sucesso duradouro

  • Recupera peso com facilidade

  • Sente fome intensa com frequência

A avaliação permite entender os fatores envolvidos e definir o melhor tratamento para cada caso.

A obesidade tem tratamento. E ele deve ser baseado em ciência, não em culpa.

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