Quando usar remédio para emagrecer?
- Claudia Huzita
- 2 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 11 de fev.
Uma das dúvidas mais comuns no consultório é:“Preciso usar medicação para a emagrecer?”
Durante muito tempo, o tratamento foi baseado apenas em dieta e exercício. Embora essas estratégias sejam fundamentais, nem sempre são suficientes.
Isso acontece porque a obesidade não é apenas uma questão comportamental. Ela envolve mecanismos hormonais, metabólicos e cerebrais que dificultam a perda e, principalmente, a manutenção do peso.
Hoje, existem medicações seguras e eficazes que atuam diretamente nesses mecanismos.
E, em muitos casos, elas são uma parte importante do tratamento.
O tratamento medicamentoso não é a primeira opção em todos os casos
Antes de indicar medicação, é feita uma avaliação completa, que inclui:
Histórico de peso
Tentativas prévias de emagrecimento
Presença de doenças associadas
Perfil metabólico
Impacto do peso na saúde
O objetivo é entender o contexto individual e definir a melhor estratégia.
A medicação é indicada quando existe uma dificuldade persistente em emagrecer ou manter o peso apenas com mudanças no estilo de vida.
Critérios médicos para indicação de medicação
De forma geral, as medicações podem ser indicadas quando:
IMC igual ou maior que 30
Isso caracteriza obesidade, e o tratamento medicamentoso pode ser considerado como parte da abordagem.
IMC igual ou maior que 27 com doenças associadas
Especialmente quando há condições como:
Diabetes tipo 2
Resistência à insulina
Pressão alta
Colesterol elevado
Apneia do sono
Nesses casos, a perda de peso traz benefícios importantes para a saúde.
Também pode ser indicado em casos de dificuldade persistente
Mesmo quando o IMC não é muito elevado, a medicação pode ser considerada se a pessoa apresenta:
Fome excessiva
Dificuldade intensa de controle alimentar
Recuperação frequente do peso perdido
Histórico de múltiplas tentativas sem sucesso duradouro
Isso acontece porque a obesidade envolve alterações nos sistemas que regulam fome e saciedade.
A medicação atua diretamente nesses sistemas.
Como as medicações para obesidade funcionam
As medicações mais modernas atuam no cérebro, regulando os centros que controlam:
Fome
Saciedade
Desejo por comida
Elas ajudam a:
Reduzir a fome constante
Aumentar a saciedade
Melhorar o controle alimentar
Facilitar a manutenção do peso perdido
Isso torna o tratamento mais sustentável.
Não se trata de substituir hábitos saudáveis, mas de tratar os mecanismos biológicos envolvidos.
Não é sobre “atalho”. É sobre tratamento médico
Existe um mito de que usar medicação é uma forma de evitar esforço.
Mas isso não é verdade.
A obesidade é uma doença crônica, com base biológica real.
Usar medicação, quando indicado, é semelhante ao tratamento de outras doenças crônicas, como:
Hipertensão
Diabetes
Dislipidemia
O objetivo é tratar a causa, não apenas o sintoma.
O tratamento é sempre individualizado
Nem todas as pessoas precisam de medicação.
E nem todas precisam pelo mesmo período.
O tratamento depende de fatores como:
Resposta individual
Tolerância
Objetivos terapêuticos
Perfil metabólico
O acompanhamento médico permite ajustar o tratamento de forma segura e eficaz.
A manutenção do peso também faz parte do tratamento
Um dos maiores desafios não é apenas emagrecer, mas manter o resultado.
Após a perda de peso, o organismo tende a ativar mecanismos que favorecem a recuperação.
Em alguns casos, a medicação ajuda a manter o equilíbrio hormonal e reduzir o risco de recidiva.
O tratamento adequado pode mudar completamente a experiência de emagrecimento
Muitos pacientes relatam que, com o tratamento correto:
A fome deixa de ser constante
O controle alimentar se torna mais natural
O emagrecimento deixa de ser uma luta diária
Isso acontece porque o tratamento atua na biologia do peso corporal.
Quando procurar um endocrinologista
Você pode se beneficiar de avaliação especializada se:
Tem dificuldade persistente para emagrecer
Já tentou diversas dietas sem sucesso duradouro
Recupera peso com facilidade
Sente fome intensa com frequência
A avaliação permite entender os fatores envolvidos e definir o melhor tratamento para cada caso.
A obesidade tem tratamento. E ele deve ser baseado em ciência, não em culpa.

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