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Vitamina D: é importante repor?

2 de abr. de 2025
3 min de leitura

Atualizado: 25 de set.

A vitamina D desempenha um papel crucial no sistema osteomuscular, ajudando a manter os níveis adequados de cálcio e fósforo no sangue, que são essenciais para a saúde óssea. Entre suas principais funções estão:


  • Aumento da absorção de cálcio e fósforo pelo intestino.

  • Inibição da liberação do paratormônio (PTH), que contribui para a perda óssea.


Além de sua função na saúde óssea, a vitamina D está envolvida em processos metabólicos relacionados ao controle da imunidade, prevenção de câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.


Principais Fontes de Vitamina D

Podemos obter a vitamina D tanto de fontes alimentares quanto da exposição ao sol:


  • Fontes alimentares: óleo de fígado de bacalhau, salmão, atum e cogumelos.

  • Exposição solar: a principal fonte, que estimula a produção de vitamina D pelo organismo.


Causas e Sintomas da Deficiência de Vitamina D

Apesar do Brasil ter alta incidência de sol, estudos mostram que cerca de 20 a 25% da população pode apresentar deficiência de vitamina D. As principais causas incluem:


  • Baixa exposição solar

  • Dificuldade de absorção no intestino (após cirurgias intestinais e bariátricas)

  • Doenças renais e hepáticas, que interferem no metabolismo da vitamina D

  • Baixa ingestão alimentar, já que muitas fontes ricas em vitamina D não estão presentes na dieta diária

  • Alterações genéticas que afetam o metabolismo da vitamina D


Os sintomas da deficiência de vitamina D incluem:


  • Perda óssea e risco elevado de osteoporose e fraturas

  • Em crianças, pode resultar em raquitismo e retardo do crescimento

  • Fraqueza muscular, fadiga, quedas e dores articulares


Diagnóstico de Deficiência de Vitamina D

O diagnóstico é feito por meio da dosagem sanguínea de 25-hidroxi-vitamina D. Níveis entre 30 a 60 ng/mL são considerados normais para a maioria da população.


Suplementação de Vitamina D

A suplementação é indicada quando os níveis de vitamina D estão abaixo do ideal para a idade e condição de saúde do paciente. A vitamina D é bem absorvida por via oral e pode ser administrada em formas de cápsulas, comprimidos ou gotas. A frequência de suplementação pode ser diária ou semanal, conforme as preferências do paciente e suas necessidades.


A suplementação injetável é geralmente desnecessária, pois a via oral oferece uma boa absorção e é menos invasiva.


Riscos da Suplementação Sem Supervisão

Suplementar vitamina D em doses elevadas sem acompanhamento médico pode resultar em intoxicação, especialmente quando os níveis sanguíneos excedem 100 ng/mL.


A intoxicação pode levar à absorção excessiva de cálcio e fósforo, causando hipercalcemia, que apresenta sintomas como:


  • Fadiga

  • Fraqueza

  • Constipação intestinal

  • Dor muscular

  • Perda de apetite

  • Náusea e vômitos

  • Confusão mental

  • Sonolência

  • Desidratação


Em casos mais graves, a hipercalcemia pode resultar em insuficiência renal aguda, necessidade de hemodiálise, coma e arritmias graves.



Dada sua importância e os riscos associados à suplementação inadequada, é fundamental realizar exames e consultar um profissional de saúde para uma avaliação adequada dos níveis de vitamina D e a necessidade de suplementação.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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