
Colesterol alto
Endocrinologista pela USP. Atendimento particular nos Jardins e Vila Olímpia
Alterações no colesterol são muito comuns e podem permanecer silenciosas durante anos. Muitas vezes, a primeira informação que aparece é simplesmente: “meu colesterol está alto”. Mas o resultado de um exame, sozinho, não conta toda a história.
O risco cardiovascular depende de um conjunto de fatores, incluindo colesterol, pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar, idade, composição corporal e outros aspectos da saúde.
Por isso, mais importante do que olhar para um número isolado é entender o que aquele resultado significa para você e qual deve ser a melhor estratégia de cuidado.
Nem todo colesterol elevado significa a mesma coisa
O colesterol é essencial para o funcionamento do organismo. O problema não é simplesmente “ter colesterol”, mas apresentar determinadas alterações em níveis que podem aumentar o risco cardiovascular, especialmente ao longo do tempo.
Na avaliação, diferentes marcadores podem ser considerados, como:
-
LDL-colesterol;
-
HDL-colesterol;
-
triglicérides;
-
Lipoproteina (a)
-
ApoB
Mas a interpretação não termina no resultado do laboratório. O mesmo valor de LDL pode ter significados diferentes dependendo do perfil de risco de cada pessoa.
O LDL é frequentemente chamado de “colesterol ruim” porque níveis elevados estão relacionados ao desenvolvimento de aterosclerose e a um maior risco cardiovascular. A decisão sobre qual deve ser a meta de LDL depende do risco cardiovascular individual.
Por isso, não existe necessariamente um único valor ideal para todas as pessoas. A avaliação considera o histórico clínico, fatores de risco, presença de doenças cardiovasculares ou metabólicas e outros aspectos relevantes.
LDL: por que ele importa?
E os triglicérides?
Os triglicérides também fazem parte da avaliação do metabolismo e da saúde cardiovascular.
Podem estar elevados em diferentes situações, incluindo:
-
excesso de peso;
-
resistência à insulina;
-
diabetes;
-
consumo excessivo de álcool;
-
alterações alimentares;
-
predisposição genética;
-
alguns medicamentos.
Quando estão elevados, é importante entender por que isso está acontecendo, e não apenas tentar reduzir o número no exame.
Alterações do colesterol frequentemente aparecem junto com outras mudanças metabólicas.
Obesidade, resistência à insulina, pré-diabetes, diabetes tipo 2 e esteatose hepática podem estar relacionados a alterações no perfil lipídico.
Por isso, o colesterol pode ser uma peça importante dentro de uma avaliação metabólica mais ampla.
Cuidar do colesterol também significa olhar para o metabolismo como um todo.
Colesterol e metabolismo
Colesterol e menopausa
A transição para a menopausa é acompanhada por mudanças hormonais que podem influenciar a composição corporal e diferentes aspectos da saúde metabólica.
Nesse período, algumas mulheres apresentam alterações no colesterol e em outros fatores de risco cardiovascular.
Isso não significa que toda alteração de colesterol durante a menopausa seja causada exclusivamente pelos hormônios.
É importante considerar o conjunto: histórico familiar, composição corporal, alimentação, atividade física, pressão arterial, glicemia e outros fatores de risco.
A menopausa é uma nova fase da vida, e também uma oportunidade para rever estratégias de prevenção.
Na consulta, o colesterol é analisado dentro do contexto da sua saúde. São considerados:
Seu histórico
Doenças anteriores, medicamentos, histórico familiar e fatores de risco.
Seu perfil metabólico
Peso, composição corporal, glicemia, triglicérides e outras alterações associadas.
Seu estilo de vida
Alimentação, atividade física, sono e outros hábitos.
Seu risco cardiovascular
A avaliação considera o conjunto de fatores que podem aumentar ou reduzir seu risco ao longo do tempo.
Seus exames
Os resultados são interpretados em conjunto, e não de forma isolada.
A partir disso, é possível definir se a melhor estratégia é acompanhamento, mudanças no estilo de vida, tratamento medicamentoso ou uma combinação dessas abordagens.
Como é feita a avaliação?
Um olhar individualizado para a sua saúde cardiovascular
Um resultado alterado no exame pode ser o começo de uma investigação, não necessariamente uma sentença.
Na consulta, colesterol, metabolismo, composição corporal e fatores de risco são avaliados em conjunto para definir uma estratégia que faça sentido para você.
Cuidar hoje é uma forma de preservar sua saúde nos próximos anos!
Colesterol alto dá sintomas?
Na maioria das vezes, não. É possível apresentar níveis elevados de colesterol durante anos sem perceber nenhum sintoma.
HDL baixo é ruim?
O HDL faz parte do perfil lipídico, mas a avaliação do risco cardiovascular não deve se basear apenas nele. O conjunto dos fatores de risco é mais importante.
Triglicérides altos têm relação com diabetes?
Podem estar associados a resistência à insulina, pré-diabetes e diabetes tipo 2, entre outras condições. Por isso, quando estão elevados, deve-se avaliar o metabolismo como um todo.
Colesterol pode aumentar na menopausa?
A transição menopausal pode ser acompanhada por mudanças no perfil metabólico e lipídico. Entretanto, a avaliação deve considerar também outros fatores que influenciam o risco cardiovascular.

DRA. CLAUDIA HUZITA
Ciência, escuta e individualidade
Médica formada pela Universidade Estadual de Maringá, endocrinologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Meu objetivo é oferecer um acompanhamento médico individualizado, baseado em evidências e adaptado às necessidades de cada paciente.
