
Tireoide
Endocrinologista pela USP. Atendimento particular nos Jardins e Vila Olímpia
Alterações na tireoide são comuns e podem acontecer em diferentes fases da vida.
Mais do que identificar uma alteração em um exame, é importante entender se ela realmente explica os sintomas e qual é a melhor conduta para o seu caso.
Na consulta, a avaliação considera sua história, sintomas, exame clínico e exames laboratoriais para elaborar uma conduta individualizada.
Quando a tireoide pode estar alterada?
As alterações mais comuns envolvem a produção excessiva ou insuficiente dos hormônios da tireoide.
No hipotireoidismo, a produção hormonal é insuficiente para as necessidades do organismo.
No hipertireoidismo, há excesso de hormônios tireoidianos circulantes.
Também podem existir alterações estruturais, como os nódulos de tireoide, que nem sempre provocam alterações hormonais.
Por isso, ter um nódulo não significa necessariamente ter hipotireoidismo ou hipertireoidismo, e cada situação precisa ser avaliada individualmente.
Pode estar associado a sintomas como:
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cansaço;
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sonolência;
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sensação de frio;
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pele mais seca;
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intestino mais preso;
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alterações menstruais;
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queda de cabelo;
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redução da disposição;
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alterações de peso.
Mas esses sintomas são inespecíficos e podem estar presentes em diversas outras condições. Por isso, não é possível diagnosticar hipotireoidismo apenas pelos sintomas.
A avaliação clínica e os exames laboratoriais são fundamentais.
Hipotireoidismo
O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide não produz hormônios em quantidade suficiente.
Tireoidite de Hashimoto
A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a reagir contra a própria tireoide. É uma das principais causas de hipotireoidismo.
Algumas pessoas apresentam anticorpos positivos e função tireoidiana preservada, enquanto outras desenvolvem hipotireoidismo ao longo do tempo.
A presença de anticorpos, portanto, não deve ser interpretada isoladamente.
O acompanhamento depende do funcionamento da tireoide, dos exames, da história clínica e do contexto individual.
Entre as possíveis manifestações estão:
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palpitações;
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aceleração dos batimentos cardíacos;
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tremores;
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ansiedade ou irritabilidade;
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aumento da transpiração;
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intolerância ao calor;
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perda de peso;
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alterações do sono;
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fraqueza muscular.
O hipertireoidismo pode ter diferentes causas, como a doença de Graves, e a investigação ajuda a determinar a origem da alteração e o tratamento mais adequado.
Hipertireoidismo
No hipertireoidismo, a tireoide produz hormônios em excesso.
TSH alterado: o que isso significa?
O TSH é um dos principais exames utilizados na avaliação da função da tireoide.
Mas um TSH alterado não significa automaticamente que existe uma doença que precisa ser tratada imediatamente.
A interpretação depende de outros fatores, como:
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nível do TSH;
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T4 livre;
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presença de sintomas;
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idade;
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histórico médico;
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uso de medicamentos;
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gestação ou planejamento gestacional;
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presença de doenças da tireoide;
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contexto clínico individual.
Em algumas situações, pode ser necessário apenas acompanhar. Em outras, o tratamento é indicado. O resultado do exame precisa ser interpretado dentro da história de cada paciente.
Nódulos de tireoide são bastante frequentes e, na maioria das vezes, são benignos.
Eles podem ser identificados durante um exame físico ou em exames de imagem realizados por outros motivos.
A avaliação pode envolver:
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exame clínico;
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exames laboratoriais;
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ultrassonografia de tireoide;
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acompanhamento ao longo do tempo;
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e, em situações específicas, punção aspirativa.
A necessidade de investigação ou acompanhamento depende das características do nódulo e do contexto clínico.
Nódulos de tireoide
Como é feita a avaliação da tireoide?
A consulta começa pela sua história. São avaliados:
Sintomas e evolução
Quando começaram, como evoluíram e como interferem na sua rotina.
Histórico pessoal e familiar
Doenças da tireoide, doenças autoimunes e histórico familiar.
Medicamentos e suplementos
Alguns medicamentos e suplementos podem interferir na função tireoidiana ou na interpretação dos exames.
Exames laboratoriais
TSH, T4 livre e outros exames podem ser solicitados ou avaliados de acordo com a necessidade.
Exames de imagem
Quando indicado, exames como a ultrassonografia podem complementar a investigação.
O objetivo é reunir essas informações para compreender a situação como um todo, e não tratar um número isoladamente.
Cuidar da tireoide é entender o que realmente está acontecendo
Uma alteração em um exame não conta toda a história.
Na consulta, os resultados são interpretados junto com seus sintomas, seu histórico e sua fase de vida para definir se existe uma alteração que precisa ser tratada, acompanhada ou simplesmente observada.
Um cuidado individualizado para decisões mais seguras e conscientes sobre a sua saúde.
TSH alto significa hipotireoidismo?
Não. O TSH precisa ser interpretado junto com outros exames e com o contexto clínico. Alterações discretas podem ter diferentes significados e, em algumas situações, o acompanhamento pode ser mais adequado do que iniciar tratamento imediatamente.
Hipotireoidismo causa ganho de peso?
Não. O hipotireoidismo pode contribuir para alterações de peso, mas o ganho de peso é multifatorial. Além disso, a intensidade da alteração de peso relacionada ao hipotireoidismo costuma ser menor do que muitas pessoas imaginam.
Quem tem Hashimoto precisa tomar hormônio para sempre?
Nem todas as pessoas com anticorpos positivos apresentam hipotireoidismo. A necessidade de reposição hormonal depende principalmente da função da tireoide e do contexto clínico.
Nódulo na tireoide é perigoso?
A maioria dos nódulos de tireoide é benigna. A necessidade de investigação depende das características observadas no exame clínico e, principalmente, na ultrassonografia.
Tireoide pode causar queda de cabelo?
Alterações da função tireoidiana podem estar associadas à queda de cabelo, mas existem muitas outras causas possíveis. Por isso, a investigação deve considerar o contexto individual.
Tireoide pode dificultar o emagrecimento?
O hipotireoidismo pode contribuir para alterações de peso, por isso é importante realizar avaliação metabólica completa.

DRA. CLAUDIA HUZITA
Ciência, escuta e individualidade
Médica formada pela Universidade Estadual de Maringá, endocrinologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Meu objetivo é oferecer um acompanhamento médico individualizado, baseado em evidências e adaptado às necessidades de cada paciente.
