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Curva glicêmica (TOTG): como é feito o exame e como interpretar

8 de ago.
2 min de leitura

A curva glicêmica, ou teste oral de tolerância à glicose (TOTG), avalia como o corpo lida com o açúcar após uma sobrecarga. Ela identifica alterações que a glicemia de jejum pode não mostrar.


Como é feito o exame

  1. Coleta de sangue em jejum de 8 a 12 horas.

  2. A pessoa bebe uma solução com 75 g de glicose em até 5 minutos.

  3. Nova coleta após 2 horas (às vezes, também em 1 hora).


Durante o exame, é preciso ficar em repouso no laboratório, sem comer, fumar ou fazer esforço.


Como se preparar

  • Manter a alimentação habitual nos 3 dias anteriores, sem cortar carboidratos

  • Evitar exercício intenso no dia anterior

  • Informar os medicamentos em uso


Valores de referência (2 horas após a glicose)

  • Normal: abaixo de 140 mg/dL

  • Pré-diabetes (intolerância à glicose): de 140 a 199 mg/dL

  • Diabetes: 200 mg/dL ou mais


A glicemia de jejum do exame segue os critérios habituais: normal abaixo de 100 mg/dL. Veja pré-diabetes: devo me preocupar?.


Curva glicêmica na gravidez

É feita entre 24 e 28 semanas para rastrear o diabetes gestacional, com coletas em jejum, 1 e 2 horas. Os critérios são diferentes: basta um valor alterado (jejum a partir de 92, 1 hora a partir de 180 ou 2 horas a partir de 153 mg/dL). Saiba mais em diabetes gestacional.


Quando o exame é indicado

  • Glicemia de jejum limítrofe

  • Suspeita de diabetes com outros exames normais

  • Síndrome dos ovários policísticos

  • Obesidade e histórico familiar de diabetes

  • Gestação


Quem não deve fazer

Pessoas com diabetes já diagnosticado, quem fez cirurgia bariátrica (pelo risco de mal-estar e hipoglicemia) e pessoas com doença aguda no momento.


Perguntas frequentes

É normal passar mal durante o exame?

Algumas pessoas sentem náusea ou tontura. Avise a equipe do laboratório se isso acontecer.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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