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Sensor de glicose: como funciona e para quem vale a pena

4 de set.
2 min de leitura

Os sensores de glicose, também chamados de monitorização contínua de glicose, mudaram a forma de acompanhar o diabetes. Em vez de picadas frequentes no dedo, é possível ver a glicose ao longo de todo o dia no celular ou em um leitor.


Como funciona o sensor de glicose?

Um pequeno filamento é inserido sob a pele, geralmente na parte de trás do braço ou no abdômen. Ele mede a glicose do líquido intersticial, que fica entre as células, a cada poucos minutos. O sensor dura de 10 a 15 dias, dependendo do modelo.


Vantagens

  • Mostra a glicose 24 horas por dia, inclusive durante o sono

  • Indica setas de tendência: se a glicose está subindo ou caindo

  • Alarmes para hipoglicemia e hiperglicemia, em alguns modelos

  • Mostra o efeito de cada refeição, exercício e medicação

  • Gera relatórios como o tempo no alvo (percentual do tempo com glicose entre 70 e 180 mg/dL)


Limitações

  • Há um atraso de alguns minutos em relação à glicose do sangue, especialmente quando ela muda rápido

  • Custo elevado

  • Pode descolar ou irritar a pele

  • Em caso de sintomas que não combinam com a leitura, confirme com a glicemia capilar


Para quem é indicado?

  • Pessoas com diabetes tipo 1

  • Diabetes tipo 2 em uso de insulina

  • Quem tem hipoglicemias frequentes ou sem sintomas. Veja hipoglicemia

  • Gestantes com diabetes, em situações específicas


E para quem não tem diabetes?

Tem se tornado comum o uso por curiosidade ou para emagrecer. Pode ajudar a entender hábitos, mas as variações de glicose após as refeições são normais em pessoas saudáveis e podem gerar preocupações desnecessárias ou restrições alimentares sem necessidade. Converse com seu médico antes.


Perguntas frequentes

Dói colocar o sensor?

A aplicação é rápida e, na maioria das vezes, pouco dolorosa.


Posso tomar banho e nadar com o sensor?

A maioria dos modelos é resistente à água, dentro dos limites do fabricante.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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