Adenoma de hipófise: o que é, sintomas e tratamento
Receber o diagnóstico de um "tumor na hipófise" assusta. Mas a grande maioria dos adenomas de hipófise é benigna, e muitos são pequenos e descobertos por acaso em exames de imagem.
O que é a hipófise?
É uma pequena glândula localizada na base do cérebro que comanda outras glândulas, como tireoide, adrenais e ovários ou testículos. Saiba mais em hipófise: o que é e funções.
O que é um adenoma de hipófise?
É um crescimento anormal de células da hipófise. Eles podem ser classificados por:
Tamanho: microadenomas (menores que 1 cm) ou macroadenomas (1 cm ou mais)
Função: funcionantes, quando produzem hormônios em excesso, ou não funcionantes
Tipos mais comuns
Prolactinoma: produz prolactina em excesso. É o tipo funcionante mais frequente. Veja prolactina alta
Adenoma não funcionante: não produz hormônio, mas pode crescer e comprimir estruturas vizinhas
Produtor de GH: causa acromegalia, com crescimento de mãos, pés e traços do rosto
Produtor de ACTH: causa a doença de Cushing, com excesso de cortisol
Produtor de TSH: raro, causa hipertireoidismo
Sintomas
Alterações menstruais, produção de leite pelas mamas, redução da libido
Sintomas do excesso hormonal específico
Dor de cabeça
Alterações da visão, principalmente perda da visão lateral, nos adenomas grandes
Sintomas de falta de hormônios, como cansaço e baixa pressão
Como é feito o diagnóstico
Ressonância magnética da hipófise
Dosagens hormonais completas
Campimetria visual, quando o adenoma está próximo dos nervos ópticos
Tratamento
Prolactinomas: geralmente tratados com medicamentos, com ótima resposta
Outros adenomas funcionantes ou grandes: cirurgia, geralmente pelo nariz, sem cortes externos
Microadenomas não funcionantes: muitas vezes apenas acompanhamento
Radioterapia em casos selecionados
Reposição dos hormônios que estiverem em falta
Perguntas frequentes
Adenoma de hipófise é câncer?
Quase sempre não. Tumores malignos da hipófise são extremamente raros.
Todo adenoma precisa de cirurgia?
Não. A conduta depende do tipo, do tamanho e dos sintomas.
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Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.
A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.


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