Diabetes tipo 2: sintomas iniciais e sinais de alerta
O diabetes tipo 2 é silencioso. Muitas pessoas convivem com a glicose alta por anos sem perceber, e só descobrem quando surgem complicações. Por isso, conhecer os sinais e os fatores de risco é tão importante.
O que é o diabetes tipo 2?
É a forma mais comum de diabetes. Acontece quando o corpo passa a responder mal à insulina (resistência à insulina) e o pâncreas não consegue mais compensar, fazendo a glicose subir.
Sintomas iniciais
Sede excessiva e boca seca
Urinar muitas vezes, inclusive à noite
Cansaço sem explicação
Visão embaçada
Fome aumentada
Perda de peso sem motivo
Feridas que demoram a cicatrizar
Infecções frequentes, como candidíase e infecção urinária
Formigamento nos pés
Sinais que podem aparecer antes do diabetes
Aumento da gordura abdominal
Manchas escuras no pescoço e nas axilas (acantose nigricans)
Pressão alta e triglicérides elevados
Gordura no fígado
Quem deve fazer exames
Pessoas acima de 35 anos
Quem tem sobrepeso ou obesidade
Histórico familiar de diabetes
Diabetes gestacional prévio ou síndrome dos ovários policísticos
Pressão alta, colesterol alterado ou doença cardiovascular
Sedentarismo
Como é feito o diagnóstico
Glicemia de jejum: 126 mg/dL ou mais
Hemoglobina glicada: 6,5% ou mais
Curva glicêmica: 200 mg/dL ou mais após 2 horas
Glicemia ao acaso de 200 mg/dL ou mais, com sintomas
Em geral, o resultado precisa ser confirmado. Valores intermediários indicam pré-diabetes.
Tratamento
O tratamento combina alimentação, atividade física, controle do peso e, na maioria dos casos, medicamentos. Hoje existem remédios que, além de reduzir a glicose, protegem o coração e os rins e ajudam na perda de peso. Veja mais em diabetes: tipos, sintomas e tratamento.
Perguntas frequentes
Diabetes tipo 2 tem cura?
Não se fala em cura, mas é possível alcançar a remissão, com glicose normal sem medicação, especialmente com perda de peso importante no início da doença.
Quem é magro pode ter diabetes tipo 2?
Sim, principalmente quando há histórico familiar ou gordura abdominal.
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Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.
A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.




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