Hipertireoidismo e doença de Graves: sintomas e tratamento
O hipertireoidismo acontece quando a tireoide produz hormônios em excesso, acelerando o funcionamento de todo o organismo. A causa mais comum é a doença de Graves, uma condição autoimune.
Sintomas de hipertireoidismo
Palpitações e coração acelerado
Perda de peso, mesmo comendo bem
Ansiedade, irritabilidade e insônia
Tremores nas mãos
Calor excessivo e suor
Intestino solto
Fraqueza muscular
Queda de cabelo
Alterações menstruais
O que é a doença de Graves?
É uma doença autoimune em que anticorpos estimulam a tireoide a produzir hormônios em excesso. Além dos sintomas acima, pode causar aumento da tireoide e alterações nos olhos, como olhos saltados, irritação e visão dupla, chamada orbitopatia de Graves. O tabagismo piora bastante esse quadro.
Outras causas
Nódulos que produzem hormônio em excesso
Tireoidites, inflamações que liberam hormônio de forma temporária, inclusive no pós-parto
Excesso de hormônio tireoidiano em uso como medicamento
Diagnóstico
TSH baixo com T4 livre e/ou T3 elevados
Anticorpo TRAb, que confirma a doença de Graves
Ultrassom e, em alguns casos, cintilografia da tireoide
Veja também TSH baixo: pode ser hipertireoidismo?.
Tratamento
Existem três opções principais, escolhidas caso a caso:
Medicamentos antitireoidianos, como o metimazol, que reduzem a produção de hormônio.
Iodo radioativo, que reduz a função da tireoide de forma definitiva.
Cirurgia, com retirada da tireoide.
Os betabloqueadores podem ser usados no início para aliviar palpitações e tremores. Depois do iodo ou da cirurgia, costuma ser necessário usar levotiroxina.
Por que tratar?
O hipertireoidismo não tratado aumenta o risco de arritmias, como a fibrilação atrial, insuficiência cardíaca e osteoporose.
Perguntas frequentes
Hipertireoidismo emagrece?
Geralmente sim, mas é uma perda de peso doentia, com perda de músculo e riscos ao coração. Após o tratamento, é comum recuperar peso.
Graves tem cura?
Parte dos pacientes entra em remissão com medicamentos. Outros precisam de tratamento definitivo.
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Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.
A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.




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