Queda de cabelo pode ser tireoide? Entenda a relação
Perceber mais fios no travesseiro, no ralo ou na escova assusta. E uma das primeiras perguntas que surgem é: queda de cabelo pode ser tireoide? Pode, sim. Mas a tireoide é apenas uma das possíveis causas, e entender essa relação ajuda a buscar o tratamento certo.
Por que a tireoide interfere no cabelo?
Os hormônios da tireoide regulam o ciclo de crescimento dos fios. Quando estão em falta ou em excesso, muitos fios saem da fase de crescimento e entram, ao mesmo tempo, na fase de queda. Esse quadro se chama eflúvio telógeno e causa uma queda difusa, espalhada pela cabeça, e não em falhas localizadas.
Hipotireoidismo e queda de cabelo
No hipotireoidismo, além da queda, é comum que o cabelo fique:
Mais fino, seco e quebradiço
Sem brilho
Com crescimento mais lento
Pode haver também rarefação da parte externa das sobrancelhas. Outros sintomas costumam acompanhar, como cansaço, frio, intestino preso e ganho de peso. Veja mais em hipotireoidismo engorda? e alteração do exame de tireoide.
Hipertireoidismo e queda de cabelo
O excesso de hormônio também provoca queda, geralmente com fios finos e macios. Costuma vir acompanhado de palpitação, perda de peso, calor excessivo, tremores e ansiedade. Saiba mais em TSH baixo: pode ser hipertireoidismo.
Doenças autoimunes da tireoide e alopecia areata
A tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves são autoimunes. Pessoas com essas condições têm maior chance de desenvolver outras doenças autoimunes, como a alopecia areata, que causa falhas arredondadas no couro cabeludo. Nesse caso, a avaliação com dermatologista é importante.
Tratei a tireoide. O cabelo volta?
Na maioria dos casos, sim. Mas é preciso paciência: como o ciclo do cabelo é lento, a melhora costuma aparecer de 3 a 6 meses após o controle dos hormônios, e a recuperação completa pode levar mais tempo. No início do tratamento, às vezes há uma queda transitória, enquanto o ciclo se reorganiza.
Outras causas comuns de queda de cabelo
Nem toda queda é culpa da tireoide. Outras causas frequentes são:
Deficiência de ferro (ferritina baixa), muito comum em mulheres
Pós-parto
Estresse intenso, cirurgias, infecções e febre alta, incluindo após a covid
Perda de peso rápida ou dietas muito restritivas, com pouca proteína
Deficiência de vitamina D, zinco ou vitamina B12
Alterações hormonais, como a SOP e a menopausa
Alopecia androgenética
Alguns medicamentos
Para quem está emagrecendo com medicamentos, vale ler também perda de massa muscular com remédio para emagrecer, já que pouca proteína afeta músculos e cabelo.
Quais exames ajudam a investigar?
TSH e T4 livre
Anticorpos da tireoide, quando indicado
Hemograma e ferritina
Vitamina D, vitamina B12 e zinco, conforme o caso
Avaliação hormonal em mulheres com ciclos irregulares ou sinais de excesso de androgênios
Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita
Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.
A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.




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