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Libido baixa e secura vaginal na menopausa: o que fazer

17 de ago.
2 min de leitura

Muitas mulheres deixam de falar sobre isso na consulta, mas secura vaginal, dor na relação e queda da libido são queixas muito comuns após a menopausa. E a boa notícia é que existem tratamentos eficazes.


Síndrome geniturinária da menopausa

Com a queda do estrogênio, os tecidos da vagina, da vulva e da bexiga ficam mais finos, secos e menos elásticos. Isso pode causar:


  • Secura e ardência vaginal

  • Dor na relação sexual

  • Coceira e irritação

  • Vontade frequente de urinar e infecções urinárias de repetição


Diferente das ondas de calor, esses sintomas não melhoram com o tempo e tendem a piorar se não forem tratados.


Por que a libido diminui?

A queda do desejo tem várias causas, que muitas vezes se somam:


  • Alterações hormonais

  • Dor na relação, que leva a evitar o sexo

  • Cansaço, insônia e alterações de humor

  • Questões do relacionamento e da autoestima

  • Medicamentos, como alguns antidepressivos


Tratamentos

Hidratantes e lubrificantes vaginais

Ajudam nos casos leves e podem ser usados por todas as mulheres.


Estrogênio vaginal

Cremes, óvulos ou anéis com dose baixa de estrogênio agem localmente, com absorção mínima. São muito eficazes para secura e dor e seguros para a maioria das mulheres.


Reposição hormonal sistêmica

Quando há outros sintomas da menopausa, a reposição hormonal também melhora os sintomas vaginais.


Outras opções

  • Fisioterapia pélvica

  • Terapia sexual e de casal

  • Tratamento com testosterona, em casos selecionados de baixo desejo sexual, com acompanhamento médico


Perguntas frequentes

Estrogênio vaginal é seguro?

Para a maioria das mulheres, sim. Em quem teve câncer de mama, a decisão deve ser compartilhada com o oncologista.


Implantes hormonais aumentam a libido?

Implantes manipulados com doses elevadas de hormônios não são recomendados e podem causar efeitos colaterais importantes.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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