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Menopausa precoce: causas, sintomas e tratamento

19 de out.
3 min de leitura

A menopausa costuma acontecer, em média, por volta dos 50 anos. Mas algumas mulheres param de menstruar bem antes disso. A menopausa precoce pode trazer sintomas intensos e impactos importantes na saúde dos ossos, do coração e na fertilidade. A boa notícia é que existe tratamento, e o diagnóstico precoce faz diferença.


O que é menopausa precoce?

  • Insuficiência ovariana prematura (IOP): quando os ovários deixam de funcionar adequadamente antes dos 40 anos. Atinge cerca de 1% das mulheres.


Na insuficiência ovariana prematura, a função dos ovários pode oscilar. Por isso, algumas mulheres ainda menstruam de vez em quando, e uma parte pequena pode até engravidar espontaneamente.


Quais são as causas?

  • Causas genéticas: alterações cromossômicas, como a síndrome de Turner, e a pré-mutação do gene FMR1 (relacionado à síndrome do X frágil)

  • Doenças autoimunes: como tireoidite de Hashimoto, doença de Addison e diabetes tipo 1

  • Tratamentos médicos: quimioterapia, radioterapia pélvica e cirurgias nos ovários ou retirada dos ovários

  • Tabagismo: pode antecipar a menopausa em 1 a 2 anos

  • Causa desconhecida: em muitos casos, não se identifica o motivo


Sintomas da menopausa precoce

  • Menstruação irregular ou ausência de menstruação

  • Ondas de calor e suor noturno

  • Alterações de humor, ansiedade e irritabilidade

  • Insônia

  • Secura vaginal e dor na relação sexual

  • Diminuição da libido

  • Dificuldade de concentração

  • Dificuldade para engravidar


Os sintomas são semelhantes aos da menopausa na idade habitual. Saiba mais em sintomas da menopausa: o que é esperado e quando procurar ajuda.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico considera a história clínica e exames de sangue. Em geral, na insuficiência ovariana prematura, há:


  • Ausência ou irregularidade da menstruação

  • FSH elevado em duas dosagens, com intervalo de algumas semanas

  • Estradiol baixo


Também é importante investigar a causa, com exames como cariótipo, pesquisa da pré-mutação do FMR1, função da tireoide e anticorpos, conforme cada caso. Também é preciso descartar outras causas de falta de menstruação, como gestação, alterações da prolactina e da tireoide.


Por que tratar a menopausa precoce?

O estrogênio protege vários sistemas do corpo. Quando ele cai muitos anos antes do esperado, aumentam os riscos de:


  • Osteoporose e fraturas

  • Doenças cardiovasculares

  • Alterações de humor e da cognição

  • Piora da qualidade de vida e da saúde sexual


Tratamento da menopausa precoce

Na maioria dos casos, o tratamento indicado é a reposição hormonal. Aqui, a lógica é diferente da menopausa na idade habitual: a reposição repõe o que o corpo deveria estar produzindo naquela fase da vida.


Além disso, o acompanhamento inclui:


  • Avaliação da saúde óssea com densitometria

  • Cálcio, vitamina D e exercícios com carga

  • Controle dos fatores de risco cardiovascular

  • Apoio emocional e orientação sobre fertilidade


E a fertilidade?

A menopausa precoce reduz muito a chance de gestação espontânea, mas não a elimina completamente na insuficiência ovariana prematura. Para quem deseja engravidar, é importante conversar com um especialista em reprodução humana sobre as possibilidades.


Perguntas frequentes

Menopausa precoce engorda?

A queda hormonal favorece o acúmulo de gordura abdominal. Entenda em ganho de peso na menopausa.


Anticoncepcional pode esconder a menopausa precoce?

Sim. O sangramento da pausa do anticoncepcional não reflete a função dos ovários, por isso a investigação deve ser feita com orientação médica.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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