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Punção de tireoide (PAAF): como é feita e quando é indicada

23 de ago.
2 min de leitura

Quando um nódulo de tireoide tem características que merecem investigação, o próximo passo costuma ser a punção aspirativa por agulha fina (PAAF). O nome assusta, mas é um exame simples, rápido e seguro.


Todo nódulo precisa de punção?

Não. A grande maioria dos nódulos é benigna. A indicação depende do tamanho e das características no ultrassom, geralmente classificadas pelo sistema TI-RADS. Nódulos pequenos ou com aspecto benigno podem ser apenas acompanhados. Veja nódulo na tireoide é câncer?.


Como é feita a punção

  1. O exame é guiado por ultrassom.

  2. Uma agulha muito fina, semelhante à de coleta de sangue, é introduzida no nódulo.

  3. São retiradas pequenas amostras de células para análise.

  4. Todo o procedimento dura poucos minutos.


Geralmente não é necessário jejum nem anestesia. O desconforto costuma ser pequeno.


Cuidados

  • Informe se usa anticoagulantes ou antiagregantes, que podem precisar de ajuste

  • Após o exame, pode haver leve dor ou um pequeno hematoma no local

  • É possível voltar às atividades normais no mesmo dia


Como interpretar o resultado

O resultado é classificado pelo sistema Bethesda, em categorias de I a VI:


  • Bethesda I: amostra insuficiente, geralmente é preciso repetir

  • Bethesda II: benigno, o mais comum

  • Bethesda III e IV: indeterminados, podem exigir nova punção, testes moleculares ou cirurgia

  • Bethesda V: suspeito para malignidade

  • Bethesda VI: maligno


A conduta é definida com base no resultado, no ultrassom e no quadro clínico.


Perguntas frequentes

A punção pode espalhar câncer?

Não. Esse risco é praticamente inexistente com a técnica de agulha fina.


Resultado benigno precisa de acompanhamento?

Sim, com ultrassom periódico, para observar o crescimento do nódulo.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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