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Estatinas: para que servem, efeitos colaterais e mitos

27 de jul.
2 min de leitura

As estatinas são os remédios mais usados para tratar o colesterol alto, e estão entre os medicamentos mais estudados da medicina. Mesmo assim, ainda geram muito receio. Vamos separar o que é fato do que é mito.


Como as estatinas funcionam?

Elas reduzem a produção de colesterol no fígado e aumentam a remoção do LDL do sangue. Com isso, diminuem a formação de placas nas artérias e o risco de infarto e AVC.


Exemplos: sinvastatina, atorvastatina e rosuvastatina.


Quando são indicadas?

A indicação depende do risco cardiovascular, e não só do valor do colesterol. Em geral, são recomendadas para:


  • Quem já teve infarto, AVC ou tem doença nas artérias

  • Pessoas com diabetes, dependendo da idade e de outros fatores

  • LDL muito alto, como nas formas hereditárias

  • Pessoas com risco cardiovascular elevado



Efeitos colaterais reais

  • Dores musculares: o efeito mais relatado, mas em estudos controlados a maioria das dores não é causada pela estatina. Quando acontece, pode ser resolvido trocando o remédio ou ajustando a dose

  • Alteração das enzimas do fígado, geralmente leve

  • Pequeno aumento do risco de diabetes, principalmente em quem já tem pré-diabetes. O benefício para o coração supera esse risco

  • Lesão muscular grave é muito rara


Mitos comuns

  • "Estatina faz mal para o fígado": danos graves são raríssimos. Até pessoas com gordura no fígado podem usar

  • "Depois que começa, não pode parar": o tratamento é contínuo porque o benefício depende do uso, e não porque cause dependência

  • "Colesterol baixo demais faz mal": níveis baixos de LDL alcançados com tratamento são seguros


Dicas

  • Tome no horário orientado pelo seu médico

  • Informe se sentir dores musculares persistentes

  • Mantenha alimentação saudável e atividade física


Perguntas frequentes

Posso trocar a estatina por remédios naturais?

Não há substituto natural com a mesma eficácia comprovada na prevenção de infartos.


Existem alternativas às estatinas?

Sim, como a ezetimiba e medicamentos injetáveis, usados em casos específicos.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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