Estatinas: para que servem, efeitos colaterais e mitos
As estatinas são os remédios mais usados para tratar o colesterol alto, e estão entre os medicamentos mais estudados da medicina. Mesmo assim, ainda geram muito receio. Vamos separar o que é fato do que é mito.
Como as estatinas funcionam?
Elas reduzem a produção de colesterol no fígado e aumentam a remoção do LDL do sangue. Com isso, diminuem a formação de placas nas artérias e o risco de infarto e AVC.
Exemplos: sinvastatina, atorvastatina e rosuvastatina.
Quando são indicadas?
A indicação depende do risco cardiovascular, e não só do valor do colesterol. Em geral, são recomendadas para:
Quem já teve infarto, AVC ou tem doença nas artérias
Pessoas com diabetes, dependendo da idade e de outros fatores
LDL muito alto, como nas formas hereditárias
Pessoas com risco cardiovascular elevado
Efeitos colaterais reais
Dores musculares: o efeito mais relatado, mas em estudos controlados a maioria das dores não é causada pela estatina. Quando acontece, pode ser resolvido trocando o remédio ou ajustando a dose
Alteração das enzimas do fígado, geralmente leve
Pequeno aumento do risco de diabetes, principalmente em quem já tem pré-diabetes. O benefício para o coração supera esse risco
Lesão muscular grave é muito rara
Mitos comuns
"Estatina faz mal para o fígado": danos graves são raríssimos. Até pessoas com gordura no fígado podem usar
"Depois que começa, não pode parar": o tratamento é contínuo porque o benefício depende do uso, e não porque cause dependência
"Colesterol baixo demais faz mal": níveis baixos de LDL alcançados com tratamento são seguros
Dicas
Tome no horário orientado pelo seu médico
Informe se sentir dores musculares persistentes
Mantenha alimentação saudável e atividade física
Perguntas frequentes
Posso trocar a estatina por remédios naturais?
Não há substituto natural com a mesma eficácia comprovada na prevenção de infartos.
Existem alternativas às estatinas?
Sim, como a ezetimiba e medicamentos injetáveis, usados em casos específicos.
Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita
Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.
A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.




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