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Síndrome metabólica: o que é, critérios e como tratar

6 de jul.
2 min de leitura

A síndrome metabólica não é uma doença única, mas um conjunto de alterações que, juntas, aumentam muito o risco de diabetes, infarto e AVC. É mais comum do que parece e, muitas vezes, passa despercebida.


Critérios da síndrome metabólica

O diagnóstico é feito quando há pelo menos 3 dos seguintes fatores:


  • Cintura aumentada: a partir de 88 cm em mulheres e 102 cm em homens (alguns critérios usam valores menores para a população latino-americana)

  • Triglicérides a partir de 150 mg/dL ou uso de remédio para triglicérides

  • HDL baixo: abaixo de 50 mg/dL em mulheres e 40 mg/dL em homens

  • Pressão arterial a partir de 130/85 mmHg ou uso de remédio para pressão

  • Glicemia de jejum a partir de 100 mg/dL ou tratamento para diabetes


Por que ela acontece?

O ponto central é a resistência à insulina, geralmente associada ao excesso de gordura visceral. Genética, sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados e sono ruim também contribuem.


Quais os riscos?

  • Diabetes tipo 2

  • Infarto e AVC

  • Gordura no fígado

  • Apneia do sono

  • Síndrome dos ovários policísticos


Como tratar

O tratamento busca corrigir cada componente e, principalmente, a causa de fundo:


  1. Perda de peso: 5% a 10% do peso já melhoram vários parâmetros ao mesmo tempo.

  2. Atividade física: pelo menos 150 minutos por semana, combinando aeróbico e musculação.

  3. Alimentação: mais vegetais, fibras, proteínas magras e gorduras boas, menos açúcar e ultraprocessados.

  4. Sono e controle do estresse.

  5. Medicamentos: para pressão, colesterol, glicose e obesidade, quando indicados.


Perguntas frequentes

Síndrome metabólica tem cura?

Ela pode ser revertida. Com mudanças consistentes e tratamento adequado, muitas pessoas deixam de preencher os critérios.


Magro pode ter síndrome metabólica?

Pode, principalmente quando há gordura abdominal, histórico familiar ou pouca massa muscular.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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