Leptina e grelina: os hormônios da fome e da saciedade
Sentir fome não é só uma questão de força de vontade. O apetite é controlado por um sistema complexo de hormônios, e dois deles têm papel central: a leptina e a grelina.
O que é a grelina?
A grelina é produzida principalmente no estômago e é conhecida como o hormônio da fome. Ela sobe antes das refeições e cai depois que comemos. Quando estamos em dieta restritiva, a grelina tende a ficar mais alta, o que explica parte da fome aumentada.
O que é a leptina?
A leptina é produzida pelas células de gordura e informa ao cérebro que há energia estocada. Em teoria, mais gordura significa mais leptina e menos fome.
O que é resistência à leptina?
Na obesidade, os níveis de leptina costumam ser altos, mas o cérebro passa a responder mal a ela. É a chamada resistência à leptina: o corpo tem reserva de sobra, mas o cérebro "não recebe o recado" e continua estimulando a fome.
Por que esses hormônios dificultam o emagrecimento
Quando perdemos peso, a leptina cai e a grelina sobe. O cérebro interpreta isso como ameaça e reage aumentando a fome e reduzindo o gasto de energia. É um dos motivos pelos quais o efeito sanfona é tão comum.
Outros hormônios envolvidos
GLP-1 e PYY: produzidos no intestino, aumentam a saciedade
Insulina: participa do controle do apetite e do armazenamento de energia
Cortisol: o estresse crônico pode aumentar a vontade de comer
O que ajuda a equilibrar a fome
Refeições com proteínas e fibras, que aumentam a saciedade
Dormir bem: noites curtas aumentam a grelina e reduzem a leptina
Evitar longos períodos de restrição extrema
Atividade física regular
Tratamento médico, quando indicado: os medicamentos modernos para obesidade imitam hormônios da saciedade, como o GLP-1
Veja também por que sinto muita fome o tempo todo?
Perguntas frequentes
Existe exame de leptina?
Existe, mas raramente muda a conduta. Na prática, a avaliação é clínica.
Suplementos de leptina funcionam?
Não. Não há suplemento que aumente a ação da leptina de forma eficaz.
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Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.
A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.




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