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Vou engordar tudo depois de parar o remédio para emagrecer?

14 de mai.
3 min de leitura

Atualizado: 25 de set.

Essa é uma das maiores preocupações de quem pensa em iniciar tratamento:


“Se eu parar, vou engordar tudo de novo?”


A resposta mais honesta é:


Depende.


Mas não pelos motivos que a maioria imagina.


O peso não depende só do remédio

Essa é a primeira coisa importante.


O peso não é controlado apenas por uma medicação.


Ele depende de vários fatores, como:


  • Regulação da fome

  • Metabolismo

  • Hábitos

  • Histórico de peso


O remédio é uma ferramenta dentro de um tratamento maior.


Por que algumas pessoas voltam a engordar?

Quando a medicação é interrompida, alguns mecanismos podem voltar a atuar:


  • A fome pode aumentar novamente

  • A saciedade pode diminuir

  • O corpo pode tentar recuperar o peso perdido


Ou seja: os fatores que dificultavam o emagrecimento podem reaparecer.


Isso significa que o remédio “não funciona”?

Não. Significa que a obesidade é uma doença crônica.


E doenças crônicas tendem a precisar de tratamento contínuo.


Assim como acontece com:


  • Diabetes

  • Hipertensão


O controle depende da continuidade da estratégia.


O erro mais comum

Interromper o tratamento sem planejamento.


Quando isso acontece:


  • A fome volta

  • O controle diminui

  • O risco de reganho aumenta


E isso pode dar a impressão de que “tudo voltou ao normal”.


O objetivo não é só emagrecer

Um bom tratamento não foca apenas na perda de peso.


Ele também trabalha:


  • Controle da fome

  • Organização alimentar

  • Mudanças sustentáveis


Isso faz diferença na fase após a medicação.


É possível parar sem reganhar peso?

Sim.


Mas isso depende de alguns fatores:


  • Como foi feito o tratamento

  • Se houve mudança de hábitos

  • Se a fome está controlada

  • Se há acompanhamento


Quanto mais estruturado o processo, menor o risco de reganho.


Em alguns casos, o tratamento é contínuo

Essa é uma informação importante.


Para algumas pessoas, manter o uso da medicação faz parte do controle da doença.


Assim como em outras condições crônicas.


Isso não significa fracasso.


Significa tratamento adequado.


Não é sobre “ficar sem remédio”

Muitas pessoas focam na ideia de parar o remédio.


Mas a pergunta mais importante é: Como manter o resultado?


Se a resposta depender apenas de esforço constante, o risco de reganho é maior.


O corpo ainda tenta recuperar o peso

Mesmo após emagrecer, o organismo pode continuar:


  • Aumentando a fome

  • Reduzindo o gasto energético


Isso pode persistir por bastante tempo.


Por isso, o acompanhamento é fundamental.


O medo é compreensível, mas não deve paralisar

Ter receio de reganhar peso é natural.


Mas evitar o tratamento por esse motivo pode manter o problema por anos.


O mais importante é:


  • Fazer da forma correta

  • Com planejamento

  • Com acompanhamento


O acompanhamento faz toda a diferença

A decisão de reduzir ou interromper a medicação deve ser feita de forma estratégica.


Com ajustes ao longo do tempo. E não de forma abrupta.


Se você tem medo de engordar novamente, isso precisa ser considerado no plano de tratamento, não ignorado.


Com a estratégia certa, é possível reduzir esse risco e manter os resultados de forma mais consistente.


Agende sua consulta com a Dra. Claudia Huzita

Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.


A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

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