Cirurgia bariátrica: quem pode fazer e como é o acompanhamento
A cirurgia bariátrica é um dos tratamentos mais eficazes para a obesidade grave. Mas ela não é o fim do tratamento: o sucesso a longo prazo depende de preparo e de acompanhamento contínuo.
Quem pode fazer cirurgia bariátrica?
Em geral, a cirurgia é considerada para pessoas com:
IMC a partir de 40
IMC a partir de 35 com doenças associadas, como diabetes, hipertensão ou apneia do sono
Em situações específicas, como diabetes tipo 2 de difícil controle, pode ser considerada com IMC entre 30 e 35
Também é necessário ter feito tentativas de tratamento clínico e passar por avaliação de uma equipe multidisciplinar. Veja IMC: como calcular.
Principais tipos
Sleeve (gastrectomia vertical): retira parte do estômago
Bypass gástrico: reduz o estômago e desvia parte do intestino
A escolha depende do perfil de cada paciente, das doenças associadas e da avaliação do cirurgião.
Antes da cirurgia
Avaliação clínica, endocrinológica, nutricional e psicológica
Exames laboratoriais e de imagem
Controle de doenças como diabetes e pressão alta
Preparação para mudanças de hábitos
Depois da cirurgia: por que o endocrinologista é essencial
Deficiências nutricionais: ferro, vitamina B12, vitamina D, cálcio, zinco e outras vitaminas precisam de reposição e monitorização ao longo da vida
Saúde óssea: risco de perda de massa óssea
Ajuste de medicamentos, como os de diabetes e pressão
Hipoglicemia após as refeições, que pode aparecer meses ou anos depois, especialmente após o bypass
Prevenção do reganho de peso, que pode acontecer em parte dos pacientes
Reganho de peso após a bariátrica
É mais comum do que se imagina e não deve ser motivo de culpa. Pode ser tratado com ajustes na alimentação, atividade física e, quando indicado, medicamentos para obesidade. Veja qual é o melhor tratamento para obesidade atualmente.
Perguntas frequentes
Depois da bariátrica preciso tomar vitaminas para sempre?
Na maioria dos casos, sim, com acompanhamento por exames.
A bariátrica cura o diabetes?
Pode levar à remissão em muitos casos, mas o acompanhamento continua necessário.
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Cada organismo é único, e o melhor tratamento é aquele pensado para a sua história, seus exames e seus objetivos.
A Dra. Claudia Huzita é endocrinologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM-SP 219458 | RQE 136524). Atende de forma particular na Vila Olímpia e nos Jardins, em São Paulo, e também por telemedicina, com consultas de 60 minutos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.




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